Ter um carregador de veículos elétricos no seu posto, hotel, shopping, restaurante ou condomínio deixou de ser um diferencial raro e virou uma demanda crescente. O que trava muita gente é o custo inicial. O modelo de eletroposto investimento zero resolve justamente isso: a operadora investe, instala e opera, e o empreendimento cede o espaço e participa da receita.
Neste guia, explicamos como esse modelo funciona na prática, como o empreendimento ganha, o que avaliar no contrato e por que ele faz sentido em Florianópolis e na Grande Florianópolis.
O que significa "investimento zero"
Investimento zero quer dizer que o dono do empreendimento não precisa comprar o carregador, pagar a infraestrutura nem contratar a operação. Quem assume esses custos é a empresa operadora do eletroposto.
Nesse modelo, a operadora normalmente:
- fornece o equipamento de recarga;
- paga a infraestrutura necessária;
- faz a instalação;
- opera o ponto no dia a dia, com cobrança pelo aplicativo;
- repassa ao parceiro uma parte da receita.
O empreendimento entra com o espaço, a localização e o fluxo de pessoas. Ou seja, você transforma uma vaga de estacionamento em uma fonte de receita sem imobilizar capital.
Vale um aviso: o percentual de repasse e as condições variam de contrato para contrato. Desconfie de qualquer promessa de ganho fixo feita sem analisar o seu local.
Como o empreendimento ganha com o eletroposto
Existem dois tipos de retorno, um direto e outro indireto.
Retorno direto: participação na receita
Cada recarga paga pelo motorista gera receita, e parte dela retorna ao empreendimento conforme o contrato. Quanto mais o ponto é usado, maior tende a ser o repasse. Por isso a análise de localização e de fluxo é tão importante antes de fechar qualquer acordo.
Retorno indireto: mais clientes e mais permanência
Quem recarrega um carro elétrico fica parado por um tempo. Isso é uma oportunidade para:
- um restaurante ou café vender mais enquanto o cliente espera;
- um hotel atrair hóspedes que planejam a viagem pelos pontos de recarga;
- um shopping aumentar o tempo de permanência dos visitantes;
- um posto atrair um público novo, que não abastece com combustível;
- um condomínio valorizar o imóvel e atender moradores que já têm ou vão comprar um elétrico.
Para empresas com frota, o eletroposto no próprio pátio também reduz a dependência da rede pública e dá previsibilidade à operação.
Por que a demanda está crescendo
Os números do setor mostram um mercado em aceleração. Segundo a ABVE, a frota acumulada de eletrificados leves no Brasil chegou a 1 milhão em setembro de 2026. Esse total conta emplacamentos desde 2012, então não representa o número de veículos em circulação hoje, mas indica a escala da mudança.
Entre janeiro e agosto de 2026, foram emplacados 328.477 eletrificados leves, alta de 160,5% sobre o mesmo período de 2025. Em agosto, eles chegaram a 22% das vendas de leves, além de um recorde de 27.166 elétricos 100% emplacados em um único mês.
Mais carros elétricos nas ruas significam mais motoristas procurando onde recarregar. E nem sempre a rede pública dá conta: houve denúncias na Assembleia Legislativa de Santa Catarina sobre falhas em pontos de recarga e falta de carregadores em trechos como a BR-470. Isso reforça o valor de um ponto bem instalado e com operação confiável.
Investimento zero ou comprar o próprio carregador?
Não existe resposta única. É uma escolha entre controle e risco.
| Critério | Investimento zero | Compra por conta própria |
|---|---|---|
| Capital inicial | Não exige | Exige |
| Risco | Fica com a operadora | Fica com o empreendimento |
| Fatia da receita | Menor, compartilhada | Potencialmente maior |
| Operação e manutenção | Da operadora | Do empreendimento |
Se você tem capital, quer controle total e está disposto a cuidar da operação, comprar pode fazer sentido. Se prefere começar sem desembolso e sem se preocupar com manutenção e suporte, o investimento zero reduz o risco, em troca de uma fatia menor da receita.
A Gelux Eletropostos trabalha com dois formatos: o Investimento Zero e o Turnkey, em que o projeto é entregue pronto para o empreendimento. Em ambos, a operação fica a cargo da Gelux.
Passo a passo da implantação
Um projeto bem conduzido costuma seguir estas etapas:
- Análise de viabilidade. Avalia localização, tipo de negócio, presença de veículos elétricos na região, segurança e horário de funcionamento. Locais abertos 24 horas costumam ser mais atrativos.
- Projeto elétrico. Elaborado conforme a ABNT NBR 17019:2022, a norma de instalações elétricas para recarga de veículos elétricos.
- Adequação elétrica. Ajustes no quadro, na proteção e nos circuitos, quando necessários, junto à concessionária (a CELESC, em Santa Catarina).
- Instalação. Montagem do carregador, sinalização e testes.
- Operação. Cobrança pelo aplicativo, monitoramento e suporte ao motorista.
- Repasse. Pagamento da parte do empreendimento conforme o contrato.
Segurança e normas: o que não pode faltar
Uma instalação de recarga não é um ponto de tomada comum. A NBR 17019:2022, em conjunto com a NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão), define requisitos importantes. Entre eles:
- circuito terminal próprio para cada ponto de recarga;
- fator de demanda 1, ou seja, dimensionamento considerando uso simultâneo;
- proteção por dispositivo diferencial residual (DR) individual, com corrente residual máxima de 30 mA;
- no modo 3, DR do tipo A (quando embutido no equipamento) ou do tipo B (na instalação), sendo proibido o tipo AC;
- nos modos 1 e 2, sem uso de extensões ou benjamins;
- verificação final conforme a seção 7 da NBR 5410.
A NBR IEC 61851-1 também serve de referência para os sistemas de recarga. Ao escolher uma operadora, pergunte como ela garante essa conformidade. A sua estrutura elétrica e o seu patrimônio é que estão em jogo.
O que avaliar no contrato
Como o modelo envolve um acordo de longo prazo, leia com atenção estes pontos:
- Prazo: por quanto tempo o equipamento fica instalado.
- Exclusividade: se você pode ou não ter outros operadores no local.
- Energia: como a conta de energia é tratada e quem arca com ela.
- Manutenção e suporte: quem responde por falhas e em quanto tempo.
- Repasse: como a participação é calculada e como você acompanha os valores.
- Retirada: o que acontece com o equipamento ao fim do contrato.
Fique atento também ao contexto regulatório. Desde 2019, a regulamentação da ANEEL deixou o preço da recarga livre e permitiu que qualquer empresa instale e opere carregadores. Em dezembro de 2025, a agência passou a discutir uma proposta de conexão com horários restritos, definidos pela distribuidora. Trata-se apenas de uma proposta, sem aprovação confirmada, mas vale acompanhar.
Onde o modelo funciona melhor
Em geral, o investimento zero rende mais em locais com:
- boa visibilidade e fácil acesso a partir de vias movimentadas;
- permanência prolongada dos clientes (hotéis, shoppings, restaurantes);
- funcionamento em horário estendido ou 24 horas;
- segurança e boa iluminação;
- circulação de motoristas de veículos elétricos na região.
Em Florianópolis, a combinação de turismo, deslocamentos entre a Ilha e o continente e um público atento à mobilidade elétrica cria um ambiente favorável. A CELESC tem ampliado sua rede própria e outras empresas já instalaram pontos na região, o que mostra que o tema está em expansão na Grande Florianópolis.
Perguntas frequentes
Quem paga a instalação?
No modelo de investimento zero, a operadora. Isso inclui equipamento, infraestrutura e instalação, conforme definido em contrato.
Condomínios podem aderir?
Sim, desde que haja viabilidade técnica e aprovação conforme as regras do condomínio. A análise considera a estrutura elétrica e a demanda dos moradores.
Vale mais a pena corrente contínua ou alternada?
Depende do perfil de uso. Carregadores de corrente contínua recarregam mais rápido e atendem locais de passagem. Os de corrente alternada atendem melhor locais onde o veículo fica estacionado por mais tempo. A análise de viabilidade indica a melhor escolha.
Conclusão: comece pela análise de viabilidade
O eletroposto com investimento zero permite que o seu empreendimento entre no mercado de recarga sem desembolso inicial, com operação profissional e participação na receita. O ponto de partida é entender se o seu local tem potencial e como estruturar o contrato de forma equilibrada.
A Gelux Eletropostos implanta e opera eletropostos em Florianópolis e região, nos modelos Investimento Zero e Turnkey. Se você quer saber como isso se aplica ao seu negócio, agende uma visita técnica com a nossa equipe e conheça as possibilidades para o seu espaço.