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Eletroposto investimento zero: como funciona

Por Gustavo Honorata · Responsável Técnico

19 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

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Ter um carregador de veículos elétricos no seu posto, hotel, shopping, restaurante ou condomínio deixou de ser um diferencial raro e virou uma demanda crescente. O que trava muita gente é o custo inicial. O modelo de eletroposto investimento zero resolve justamente isso: a operadora investe, instala e opera, e o empreendimento cede o espaço e participa da receita.

Neste guia, explicamos como esse modelo funciona na prática, como o empreendimento ganha, o que avaliar no contrato e por que ele faz sentido em Florianópolis e na Grande Florianópolis.

O que significa "investimento zero"

Investimento zero quer dizer que o dono do empreendimento não precisa comprar o carregador, pagar a infraestrutura nem contratar a operação. Quem assume esses custos é a empresa operadora do eletroposto.

Nesse modelo, a operadora normalmente:

  • fornece o equipamento de recarga;
  • paga a infraestrutura necessária;
  • faz a instalação;
  • opera o ponto no dia a dia, com cobrança pelo aplicativo;
  • repassa ao parceiro uma parte da receita.

O empreendimento entra com o espaço, a localização e o fluxo de pessoas. Ou seja, você transforma uma vaga de estacionamento em uma fonte de receita sem imobilizar capital.

Vale um aviso: o percentual de repasse e as condições variam de contrato para contrato. Desconfie de qualquer promessa de ganho fixo feita sem analisar o seu local.

Como o empreendimento ganha com o eletroposto

Existem dois tipos de retorno, um direto e outro indireto.

Retorno direto: participação na receita

Cada recarga paga pelo motorista gera receita, e parte dela retorna ao empreendimento conforme o contrato. Quanto mais o ponto é usado, maior tende a ser o repasse. Por isso a análise de localização e de fluxo é tão importante antes de fechar qualquer acordo.

Retorno indireto: mais clientes e mais permanência

Quem recarrega um carro elétrico fica parado por um tempo. Isso é uma oportunidade para:

  • um restaurante ou café vender mais enquanto o cliente espera;
  • um hotel atrair hóspedes que planejam a viagem pelos pontos de recarga;
  • um shopping aumentar o tempo de permanência dos visitantes;
  • um posto atrair um público novo, que não abastece com combustível;
  • um condomínio valorizar o imóvel e atender moradores que já têm ou vão comprar um elétrico.

Para empresas com frota, o eletroposto no próprio pátio também reduz a dependência da rede pública e dá previsibilidade à operação.

Por que a demanda está crescendo

Os números do setor mostram um mercado em aceleração. Segundo a ABVE, a frota acumulada de eletrificados leves no Brasil chegou a 1 milhão em setembro de 2026. Esse total conta emplacamentos desde 2012, então não representa o número de veículos em circulação hoje, mas indica a escala da mudança.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram emplacados 328.477 eletrificados leves, alta de 160,5% sobre o mesmo período de 2025. Em agosto, eles chegaram a 22% das vendas de leves, além de um recorde de 27.166 elétricos 100% emplacados em um único mês.

Mais carros elétricos nas ruas significam mais motoristas procurando onde recarregar. E nem sempre a rede pública dá conta: houve denúncias na Assembleia Legislativa de Santa Catarina sobre falhas em pontos de recarga e falta de carregadores em trechos como a BR-470. Isso reforça o valor de um ponto bem instalado e com operação confiável.

Investimento zero ou comprar o próprio carregador?

Não existe resposta única. É uma escolha entre controle e risco.

Critério Investimento zero Compra por conta própria
Capital inicial Não exige Exige
Risco Fica com a operadora Fica com o empreendimento
Fatia da receita Menor, compartilhada Potencialmente maior
Operação e manutenção Da operadora Do empreendimento

Se você tem capital, quer controle total e está disposto a cuidar da operação, comprar pode fazer sentido. Se prefere começar sem desembolso e sem se preocupar com manutenção e suporte, o investimento zero reduz o risco, em troca de uma fatia menor da receita.

A Gelux Eletropostos trabalha com dois formatos: o Investimento Zero e o Turnkey, em que o projeto é entregue pronto para o empreendimento. Em ambos, a operação fica a cargo da Gelux.

Passo a passo da implantação

Um projeto bem conduzido costuma seguir estas etapas:

  1. Análise de viabilidade. Avalia localização, tipo de negócio, presença de veículos elétricos na região, segurança e horário de funcionamento. Locais abertos 24 horas costumam ser mais atrativos.
  2. Projeto elétrico. Elaborado conforme a ABNT NBR 17019:2022, a norma de instalações elétricas para recarga de veículos elétricos.
  3. Adequação elétrica. Ajustes no quadro, na proteção e nos circuitos, quando necessários, junto à concessionária (a CELESC, em Santa Catarina).
  4. Instalação. Montagem do carregador, sinalização e testes.
  5. Operação. Cobrança pelo aplicativo, monitoramento e suporte ao motorista.
  6. Repasse. Pagamento da parte do empreendimento conforme o contrato.

Segurança e normas: o que não pode faltar

Uma instalação de recarga não é um ponto de tomada comum. A NBR 17019:2022, em conjunto com a NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão), define requisitos importantes. Entre eles:

  • circuito terminal próprio para cada ponto de recarga;
  • fator de demanda 1, ou seja, dimensionamento considerando uso simultâneo;
  • proteção por dispositivo diferencial residual (DR) individual, com corrente residual máxima de 30 mA;
  • no modo 3, DR do tipo A (quando embutido no equipamento) ou do tipo B (na instalação), sendo proibido o tipo AC;
  • nos modos 1 e 2, sem uso de extensões ou benjamins;
  • verificação final conforme a seção 7 da NBR 5410.

A NBR IEC 61851-1 também serve de referência para os sistemas de recarga. Ao escolher uma operadora, pergunte como ela garante essa conformidade. A sua estrutura elétrica e o seu patrimônio é que estão em jogo.

O que avaliar no contrato

Como o modelo envolve um acordo de longo prazo, leia com atenção estes pontos:

  • Prazo: por quanto tempo o equipamento fica instalado.
  • Exclusividade: se você pode ou não ter outros operadores no local.
  • Energia: como a conta de energia é tratada e quem arca com ela.
  • Manutenção e suporte: quem responde por falhas e em quanto tempo.
  • Repasse: como a participação é calculada e como você acompanha os valores.
  • Retirada: o que acontece com o equipamento ao fim do contrato.

Fique atento também ao contexto regulatório. Desde 2019, a regulamentação da ANEEL deixou o preço da recarga livre e permitiu que qualquer empresa instale e opere carregadores. Em dezembro de 2025, a agência passou a discutir uma proposta de conexão com horários restritos, definidos pela distribuidora. Trata-se apenas de uma proposta, sem aprovação confirmada, mas vale acompanhar.

Onde o modelo funciona melhor

Em geral, o investimento zero rende mais em locais com:

  • boa visibilidade e fácil acesso a partir de vias movimentadas;
  • permanência prolongada dos clientes (hotéis, shoppings, restaurantes);
  • funcionamento em horário estendido ou 24 horas;
  • segurança e boa iluminação;
  • circulação de motoristas de veículos elétricos na região.

Em Florianópolis, a combinação de turismo, deslocamentos entre a Ilha e o continente e um público atento à mobilidade elétrica cria um ambiente favorável. A CELESC tem ampliado sua rede própria e outras empresas já instalaram pontos na região, o que mostra que o tema está em expansão na Grande Florianópolis.

Perguntas frequentes

Quem paga a instalação?

No modelo de investimento zero, a operadora. Isso inclui equipamento, infraestrutura e instalação, conforme definido em contrato.

Condomínios podem aderir?

Sim, desde que haja viabilidade técnica e aprovação conforme as regras do condomínio. A análise considera a estrutura elétrica e a demanda dos moradores.

Vale mais a pena corrente contínua ou alternada?

Depende do perfil de uso. Carregadores de corrente contínua recarregam mais rápido e atendem locais de passagem. Os de corrente alternada atendem melhor locais onde o veículo fica estacionado por mais tempo. A análise de viabilidade indica a melhor escolha.

Conclusão: comece pela análise de viabilidade

O eletroposto com investimento zero permite que o seu empreendimento entre no mercado de recarga sem desembolso inicial, com operação profissional e participação na receita. O ponto de partida é entender se o seu local tem potencial e como estruturar o contrato de forma equilibrada.

A Gelux Eletropostos implanta e opera eletropostos em Florianópolis e região, nos modelos Investimento Zero e Turnkey. Se você quer saber como isso se aplica ao seu negócio, agende uma visita técnica com a nossa equipe e conheça as possibilidades para o seu espaço.

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