Quem roda de carro elétrico pela Ilha já percebe que os pontos de recarga em Florianópolis estão crescendo, mas ainda de forma desigual. Em junho de 2026, a prefeitura deu um passo novo ao divulgar 34 locais pré-aprovados para estações em espaço público.
Neste artigo, você vê o cenário atual, entende o que a prefeitura anunciou (e o que ainda falta decidir) e descobre por que isso abre uma boa oportunidade para postos, hotéis, shoppings, condomínios e empresas com frota.
Radiografia da recarga em Florianópolis e em Santa Catarina
Os números mais recentes que temos vêm da ABVE, divulgados pelo Canal VE em setembro de 2026. No Brasil, são 29.866 pontos de recarga públicos e semipúblicos. Desses, 18.469 são em corrente alternada (AC, cerca de 61,8%) e 11.397 em corrente contínua (DC, cerca de 38,2%). Santa Catarina soma 2.333 pontos.
Em um levantamento anterior da ABVE, noticiado pelo NSC Total, Florianópolis aparecia na liderança do estado com 220 eletropostos: 198 de recarga lenta e 22 de recarga rápida. Balneário Camboriú vinha em seguida, com 84, depois Joinville, com 74, e Blumenau, com 73. Vale tratar esse dado como uma fotografia de antes: o número atual tende a ser diferente.
O que os dados mostram com clareza é a proporção. A grande maioria dos pontos é de recarga lenta, ótima para quem fica parado por horas, e a recarga rápida ainda é minoria.
Os 34 locais pré-aprovados pela prefeitura
Em 8 de junho de 2026, a Prefeitura de Florianópolis divulgou 34 locais pré-aprovados para estações de recarga de veículos elétricos e autopropelidos. Eles ficam em vagas de estacionamento público, parques e praças.
Como funciona o credenciamento
A iniciativa é uma Chamada Pública para Credenciamento, a primeira do município voltada apenas a empresas de recarga em espaço público. O modelo é este:
- as empresas instalam, operam e mantêm as estações com recursos próprios;
- não há custo para a prefeitura;
- as empresas pagam aluguel ao município (o valor não foi divulgado).
Os locais foram propostos pelas próprias empresas credenciadas. A Secretaria Executiva de Mobilidade avaliou distribuição geográfica, segurança viária, acessibilidade e impacto sobre as vagas.
Onde ficam
Pelas listas publicadas, há pontos previstos no Centro, em Santa Mônica, Jurerê, Canasvieiras, Itacorubi, Lagoa da Conceição (incluindo o terminal TILAG), Coqueiros (com o Parque de Coqueiros), Itaguaçu, Agronômica, Rio Tavares, Santinho e Ingleses, além de trechos da Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos. O Centro concentra a maior parte dos endereços.
O que ainda não está decidido
É importante não tratar esses pontos como obras prontas. A aprovação ainda não é definitiva:
- cada empresa deve entregar um Plano de Implantação, com cronograma e adequações elétricas;
- depois, a Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade faz uma nova análise;
- só então as obras são liberadas.
Até aqui, não há datas divulgadas. Também seguem em aberto perguntas que o motorista já faz: quem vai operar cada ponto, quanto vai custar recarregar e quando as obras começam.
Onde a rede pública ainda não chega
Olhando as listas publicadas, a distribuição se concentra no Centro, em bairros residenciais e nas regiões norte e leste da Ilha. Nenhuma das matérias que consultamos cita o Sul da Ilha (como Campeche e Pântano do Sul) nem o Continente.
Isso é uma leitura a partir das listas, não uma afirmação oficial de déficit. Ainda assim, ajuda o gestor a pensar: se a rede pública prioriza algumas áreas, o motorista de outras regiões depende de recarga em estabelecimentos privados, e isso vale também para o restante da Grande Florianópolis.
Por que recarga pública não substitui a privada
Mesmo com 34 novos locais, a recarga em via pública tem limites que um empreendimento privado resolve melhor.
- Permanência: quem almoça, se hospeda, faz compras ou trabalha fica horas no local. É o tempo ideal para carregar, sem pressa e sem fila.
- Potência adequada ao uso: em um hotel, a recarga noturna lenta atende bem. Em um posto de passagem, a recarga rápida faz mais sentido. Cada perfil pede um projeto diferente.
- Operação e suporte: vaga ocupada por carro a combustão, equipamento fora do ar e pagamento que falha são problemas comuns. Quem controla o espaço consegue cuidar disso.
- Experiência do cliente: carregador visível, seguro e funcionando vira argumento de escolha. O eletroposto atrai e ajuda a manter o cliente por mais tempo no local.
Um exemplo do mercado local é o eletroposto inaugurado em um grande shopping de Florianópolis em fevereiro de 2025, com funcionamento 24 horas. Ele mostra que grandes empreendimentos já tratam a recarga como parte da oferta.
A oportunidade para empreendimentos privados
A abertura do espaço público à iniciativa privada confirma uma tendência: recarga virou serviço de cidade. Para quem tem estacionamento próprio, a pergunta deixa de ser "se" e passa a ser "quando e como".
Requisitos técnicos básicos
Uma instalação segura começa pelo projeto elétrico. As referências principais são:
- ABNT NBR 17019:2022, que trata das instalações de baixa tensão para alimentação de veículos elétricos, baseada na norma internacional IEC 60364-7-722:2018;
- ABNT NBR 5410, que segue como base geral das instalações elétricas de baixa tensão.
Também é preciso olhar a capacidade da rede. Carregadores rápidos podem exigir adequações junto à concessionária de energia, como reforço ou upgrade de rede. Por isso, avaliar a entrada de energia do local vem antes de escolher o equipamento.
Modelos de implantação
Nem todo gestor quer investir capital ou cuidar da operação. A Gelux Eletropostos implanta e opera eletropostos em dois modelos: Investimento Zero, em que a Gelux assume a implantação, e Turnkey, em que o projeto é entregue pronto. Você pode conhecer as soluções da Gelux e ver como funciona a implantação em cada etapa.
Checklist para o gestor
Antes de decidir, vale responder a estas perguntas:
- Quanto tempo o cliente costuma ficar no meu estabelecimento?
- Qual é a capacidade da entrada de energia atual?
- Quantas vagas posso dedicar à recarga, com sinalização e acessibilidade?
- Prefiro investir diretamente ou contar com um parceiro que opere o ponto?
- O projeto seguirá a NBR 17019 e a NBR 5410?
- Quem fará o atendimento e a manutenção depois da instalação?
Se tiver outras dúvidas, as perguntas frequentes do site reúnem as mais comuns.
Conclusão
Os 34 pontos pré-aprovados mostram que Florianópolis leva a recarga a sério, mas os pontos ainda dependem de aprovações e de prazos que não foram divulgados. Enquanto a rede pública se organiza, quem tem um empreendimento pode se antecipar e oferecer ao cliente um serviço que cada vez mais pesa na escolha.
Se você quer avaliar o potencial do seu local em Florianópolis ou na Grande Florianópolis, agende uma visita técnica com a Gelux Eletropostos. Nossa equipe analisa a estrutura elétrica, o perfil dos seus clientes e indica o melhor caminho.