Quem administra um posto, hotel, shopping, restaurante, condomínio ou uma empresa com frota em Florianópolis costuma fazer a mesma pergunta: quanto rende um eletroposto no fim das contas? A resposta honesta não é um número único, e sim uma conta que depende de como a receita é formada, do que se desconta dela e de quem opera a estrutura.
Neste artigo explicamos essa lógica de forma direta, sem promessas de valores, para você avaliar o assunto com realismo.
De onde vem a receita de um eletroposto
A receita nasce da venda de energia para quem recarrega o veículo. O motorista conecta o carro, a energia é medida e a cobrança acontece, em geral por aplicativo ou meio de pagamento integrado ao carregador.
Um ponto importante para quem está começando: o preço da recarga para terceiros é livremente negociado. A ANEEL já declarou que não intervém nas cobranças feitas ao consumidor final. Ou seja, você pode cobrar pela recarga, e o valor praticado depende da estratégia de quem opera, do mercado local e do tipo de carregador.
Do lado regulatório, a Resolução Normativa ANEEL 1.000/2021 permite a instalação de estações de recarga, inclusive comerciais, e orienta as distribuidoras a facilitar o acesso à rede. Em Santa Catarina, o relacionamento com a distribuidora (CELESC, na maior parte do estado) deve seguir o que o projeto aprovado e a própria concessionária indicarem.
Receita bruta não é o que sobra
Esta é a confusão mais comum. O que o motorista paga é a receita bruta. O que realmente fica depois de todos os custos é a receita líquida. Entre uma e outra existem deduções que precisam entrar na conta desde o início:
- Custo da energia: a tarifa que você paga pela eletricidade consumida. É o principal custo variável e pesa na margem. A ANEEL projeta alta de cerca de 8% a 8,6% na conta de luz em 2026, o que reforça a importância de acompanhar esse custo.
- Tributos: pareceres estaduais tratam a venda de energia em eletroposto como fato gerador de ICMS, e há debate jurídico sobre ICMS versus ISS. Para Santa Catarina, a orientação segura é confirmar o enquadramento com o seu contador antes de definir preços e emitir notas.
- Operação: software de gestão, monitoramento, suporte ao cliente e conectividade.
- Manutenção: revisões, reparos e reposição de componentes ao longo da vida útil do equipamento.
- Taxas de pagamento: as cobranças das plataformas e dos meios de pagamento sobre cada recarga.
Por isso, quem pergunta "quanto rende um eletroposto" precisa olhar para a receita líquida, não para o faturamento da recarga.
Como a receita é dividida entre empreendimento e operadora
Em um modelo de operação terceirizada, o empreendimento cede o espaço e a operadora cuida do restante. A remuneração do dono do espaço costuma ser calculada sobre a receita líquida, isto é, depois de deduzidos os custos da operação.
Na Gelux Eletropostos, a operação é sempre da Gelux, e a remuneração do empreendimento corresponde à receita líquida após a dedução dos custos. Isso significa que você não precisa montar uma equipe, contratar software ou lidar com chamados de usuários. Existem dois modelos de contrato:
Investimento Zero
A Gelux implanta e opera a estrutura. O empreendimento oferece o local e participa do resultado conforme o contrato, sem desembolso inicial para a implantação.
Turnkey
Modelo de projeto completo, entregue pronto para uso, em que a estrutura é implantada de ponta a ponta. A operação continua com a Gelux.
Para entender as camadas que compõem a entrega, veja as soluções da Gelux e como funciona a implantação.
O que influencia o resultado
Como não existe número universal, vale conhecer os fatores que mais mudam a conta de um ponto para outro:
- Fluxo de pessoas: quanto mais veículos passam pelo local, maior a chance de recargas.
- Tempo de permanência: hotéis, shoppings, restaurantes e condomínios têm clientes que ficam horas no local, o que favorece a recarga em corrente alternada (AC). Já postos e rodovias costumam pedir recargas rápidas em corrente contínua (DC).
- Tipo e quantidade de carregadores: a escolha entre AC e DC precisa conversar com o perfil do local e com a capacidade da rede elétrica.
- Tarifa de energia e contrato com a distribuidora: impactam diretamente a margem.
- Visibilidade e sinalização: o motorista precisa saber que o ponto existe e conseguir pagar com facilidade.
- Disponibilidade: equipamento funcionando e bem mantido transmite confiança e gera recorrência.
Há ainda um ganho que não aparece na conta da recarga: o eletroposto atrai um público que escolhe onde parar, consumir ou se hospedar pela possibilidade de carregar o carro. Esse benefício é qualitativo e varia de negócio para negócio, mas costuma ser relevante para postos, hotéis e restaurantes.
Cuidados técnicos, regulatórios e fiscais
Um eletroposto bem-sucedido começa por uma instalação segura. As normas que orientam o projeto são:
- ABNT NBR 17019:2022: trata da instalação de sistemas de recarga de veículos elétricos, com exigências como circuito próprio, proteção por dispositivo DR de até 30 mA, proteção em corrente contínua no modo 3 e proibição de extensões.
- ABNT NBR 5410: instalações elétricas de baixa tensão, base de qualquer projeto elétrico predial.
- ABNT NBR IEC 61851-1: requisitos gerais dos sistemas de recarga condutiva.
Antes de instalar, consulte a distribuidora e siga o projeto aprovado. No lado fiscal, defina com seu contador a emissão de notas, o enquadramento tributário e a forma de recebimento. Se o empreendimento contrata uma operadora, o contrato precisa deixar claro quem emite o quê, quem recolhe o quê e como é feita a prestação de contas.
Uma novidade a acompanhar: em dezembro de 2025, a ANEEL avançou uma proposta de conexão flexível, que permitiria acordar horários de recarga em contrato. Trata-se apenas de uma proposta, e o status final não está confirmado. Vale acompanhar, mas sem basear decisões nela.
Um mercado que cresce e puxa a demanda
O contexto ajuda a explicar o interesse. Segundo a ABVE, o primeiro semestre de 2026 somou 215.023 emplacamentos de veículos eletrificados, e junho de 2026 foi recorde, com 47.579 unidades, o equivalente a 18,3% das vendas de veículos leves. A frota acumulada chegou a 950.183 veículos até agosto de 2026.
Do lado da infraestrutura, a ABVE contabilizava em setembro de 2025 cerca de 16.880 eletropostos públicos e semipúblicos no país, sendo 13.025 em corrente alternada e 3.855 em corrente contínua. A tendência é de crescimento, especialmente da recarga DC.
Em Florianópolis e na Grande Florianópolis, onde há forte fluxo turístico e de moradores, essa expansão tende a aumentar a procura por pontos de recarga. Ainda assim, números nacionais não substituem uma análise do seu local.
Dúvidas frequentes
Posso cobrar pela recarga? Sim. O preço para terceiros é livre, e a ANEEL não intervém nas cobranças.
Preciso de nota fiscal e de enquadramento tributário? A venda de energia tem implicações fiscais. Confirme com seu contador a forma correta de emitir notas e recolher tributos em Santa Catarina.
Quem paga a instalação? Depende do modelo. No Investimento Zero, a implantação é feita pela Gelux. No Turnkey, o projeto é entregue completo conforme o contrato.
Quem opera o eletroposto? A operação é sempre da Gelux Eletropostos, do monitoramento ao suporte. Outras dúvidas estão nas perguntas frequentes.
Conclusão: o rendimento depende do seu local
Quanto rende um eletroposto não tem resposta pronta: depende da receita bruta, das deduções de energia, tributos, operação, manutenção e taxas, e do modelo de divisão com a operadora. O caminho mais seguro é avaliar o seu empreendimento com dados reais, em vez de confiar em promessas genéricas.
Se você quer entender como isso se aplica ao seu posto, hotel, shopping, restaurante, condomínio ou frota em Florianópolis, agende uma visita técnica com a Gelux Eletropostos. Avaliamos o local, a rede elétrica e o modelo mais adequado, sem compromisso.